bom

Satisfeita o suficiente para dizer que não estou tão bem quanto eu gostaria. Eu não sei o quanto gostaria, apenas que do jeito que estou, não estou tão bem.

No princípio Deus criou os céus, e eu não o tenho admirado como eu fazia. Ah, chega de passado.

Nenhum ano é Novo para mim e nada se repete.
Sem votos ou promessas eu seguirei o caminho. Eu aprendendo a pedir todos os dias, um dia após outro eu vejo o que importa, para onde vai a minha a(in)tenção.

Estou envelhecendo mais rápido que meu o amadurecimento.
É desconfortável amadurecer, Busco motivos para querer, manter. Algumas pessoas demoram mais, eu já deveriam ter passado por isso.
Não sou mais eu e continuo sendo. Continuo sendo a jovem antipática, calada, distraída. 
Eu me mantive antipática, calada e distraído. E por Deus, eu tentei mudar isso, eu pedi. Acreditei que era só maldade, mas disso Ele me livrou. Hoje eu dou lerda, trouxa e muito honesta que chega ser burrice. Impressionante! Uma vilã diferenciada. Desconstruíde e conservadora. Ah!

Óh, meu paiol nunca queima fora da boca.

A champagne 🍾 é doce e eu sempre apreciei os sabores amargos. Não sei se isso tem a ver com personalidade. 

Não é uma crise, é um dilema. Não há nenhuma vontade de deixar tudo. Muitas vezes há vontade de estar lá. Esse é o meu amadurecimento. Eu pensava que era fraqueza, um alimento líquido igual a um coração apaixonado.

Desejei todos os anos de vida alcançar os meus quarenta anos. Nunca, eu nenhum momento da minha vida, me imaginei dentro dos 30 anos. Ah! Com exceção de alguns dias atrás e a falta de fecundação, que, se Deus permitir, farei jus ao nome dela. Foi por isso que pensei.

Eu realizei muitos sonhos de menina, hoje vivo incerta e com as mais simples certezas que pude ouvir.

Como uma pessoa não gosta de trabalhar, se ela não suporta ficar parada? Há uma vontade sedenta por uma estabilidade, só pra ler os meus livros e artigos em paz.

Eu só quero aluguel pago, água fresca e café, os demais nunca me faltaram, quando menina catava livros até do lixo, isso não mudou, porém hoje há infinitos meios.

Tive uma experiência como dona de casa - alguns dias na casa do Cláudio e, bem, não gostei. Impecavelmente deixei tudo em ordem, me impressionei com os dias e afazeres cotidianos sem fim, isso, sem filhos ou crianças (e quero ser mãe de seis), o que batutava hora ou outra era o sossego de sentar-me e ler, organizar meu escritório, fazer as minhas artes com a impressora, navegar na net, ou rabiscar no paint, pelo amor de Deus, eu cresci fazendo isso e dei uma pausa aos 26 anos, em pouco tempo tudo se organizou novamente, Deus me ama, nunca faltou nada que nos agrada. Consigo fazer duas ou três coisas ao mesmo tempo, o que jamais conseguirei é adicionar leituras, áudios ou vídeos no meio dessas tarefas, para isso, atenção total, e agora? Lane Craig enquanto lava as louças, Nicodemus enquanto limpa a sala, Jonas Madureira enquanto lava as roupas, estudar gramática de alemão enquanto pica as cebolas, ouvir um podcast enquanto estende as roupas. Eu não consigo, se eu prestas atenção eu paro tudo o que estava fazendo antes. 40 minutos o bolo assando, ufa! dá pra uma videoaula. Só queimou um pouquinho. Daqui a pouco eu estendo as roupas, vou ler um pouco, ficaram na máquina até a tarde seguinte. E por aí vai.
Sinceramente, não vi nada de errado, quando é só pra mim. Quando é para mim está tudo bom, eu não me encho o saco, pego, faço, ótimo, tá pronto. Para outros? Eu não sei quando está bom, aceitável, o bom deve ser o que é bom. Um arroz queimado não é bom, muitas vezes dá pra comer, pode até estar gostoso e soltinho, mas esse não é o bom. Melhor que saber o que é bom, é conhecê-lo..